9 de maio de 2016

A caminho do divórcio #17


Marido de grávida faz um esforço descomunal para não meter o pé na argola. Pelo menos, o meu tem feito. É de louvar vê-lo muitas vezes parado, a pensar no que responder, para não calhar de ser atacado por um qualquer descontrolo hormonal da minha parte. Arrisco-me até a dizer que o homem já tem algum medo (receio, vá) das hormonas malucas. E claro, divirto-me imenso com isso! :-)
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6 de maio de 2016

#MomStuff (1)

Queiramos ou não, a gravidez transforma um bocadinho a nossa vida e os nossos hábitos. Acredito que, depois de o bebé nascer, essa transformação vá ser maior ainda, mas isso deixamos para falar lá mais à frente. Uma coisa de cada vez. Também é certo que umas mulheres "sofrem" bem mais que outras, isto porque, todas as gravidezes são diferentes e nunca sabemos o que pode ou não acontecer. 

Da minha experiência pessoal, o primeiro alerta de uma possível gravidez é dado pelo meu peito. Assim que as hormonas começam a ficar malucas, ele começa também a aumentar e a doer e a ficar com um aspecto estranho e tudoitudo ao mesmo tempo! Não é bonito de se ver/sentir, mas a malta habitua-se. Nem imaginam o "poder de encaixe" a novas alterações diárias que tem uma mulher. Somos as maiores, de facto. Mas contava eu que o peito começou logo a aumentar no primeiro trimestre, ao ponto de não conseguir usar nenhum dos meus soutiens e todos os que experimentava me magoavam de alguma maneira. Um suplício! Tentei várias marcas, de tecido, sem aros, de amamentação e TUDO me magoava. Andar sem soutien também não era opção. Com o aumento de tamanho, o peito fica extremamente pesado, e sentimos mesmo necessidade de ter algum suporte extra, para bem da nossa sanidade mental (e física). 

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28 de abril de 2016

As "pérolas" que eu oiço #3


Confessem, já tinham saudades destes posts, verdade? :-) Não tenho ouvido muitas "pérolas" relacionadas com a gravidez. Não, as pessoas em geral não ganharam juízo, infelizmente. A minha condição física actual é que me obriga a estar a maior parte do tempo em casa, e com isso, perdem-se estas maravilhosas interacções. Mas ainda assim dá sempre para ser brindada com uma ou outra afirmação um tanto ou quanto inquietante. 

Quando contei ao mundo que estava grávida, havia uma enorme preocupação geral com a quantidade de peso que ia ganhar. "Uiiii agora é que vai ser comer!" diziam. Histórias como "Eu comia tudo o que via à frente", "Engordei 30kg e nunca mais fui a mesma" eram o pão nosso de cada dia. Não era coisa que me preocupasse, para ser franca. Estava tão absorvida a pensar se a bebé estaria bem, se ela estaria a aumentar de peso e a crescer, que aquilo que eu engordasse era perfeitamente secundário. Estava mais do que mentalizada para ficar uma lontra na gravidez e depois ter que andar a correr maratonas para recuperar.
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27 de abril de 2016

Desatinos de grávida #5


Aiiiii que o tempo passa tão devagar! :) Quase, quase nas trinta e uma semanas e a somar tantas queixas e dores que nem sei por onde começar. Pronto, falo da pior delas todas que é, sem dúvida, a dor provocada pela hérnia. Não posso fazer quase nada que fico logo raquítica e quase sem andar! Nunca me senti tão imobilizada como agora. E as pessoas que não param de dizer coisas como "ahhh mas essas dores são por um bom motivo", ou então "são dores de amor"... Pá, a sério??? Dor é dor e ninguém gosta de a sentir. Ponto. Essas tretas românticas que nos contam acerca da maternidade não passam disso mesmo, tretas. É quase como se as grávidas não se pudessem queixar, sob pena de parecer que não gostam dos filhos que carregam. Acreditem. Nunca pensei, mas tenho notado que é assim que as pessoas pensam. Pessoalmente, não acho que devemos mentir/omitir aquilo que de facto sentimos com medo dos julgamentos alheios. Como é evidente, não é por me queixar muito ou pouco que gosto mais ou menos da minha bebé. :-) Ela é "só" a coisa mais importante da minha vida. ;-)
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