26 de maio de 2011

Entrevistas com "não-tugas"

Não tenho nenhum gosto particular pela actividade por muitos praticada, que podemos chamar de "dizer mal do tuga", mas quando é preciso, tem que ser. A minha segunda entrevista de trabalho do dia de hoje, (dito assim, até pareço uma moça muito requisitada) foi efectuada pelo director de recursos humanos da marca, que por sua vez era espanhol. Que diferença, minha gente! Claro, assertivo, fez apenas perguntas essenciais e relevantes para a função em causa e não andou ali a esmiuçar velhas questões que não levam a parte nenhuma e só resultam em perda de tempo. A dita entrevista era para uma loja de shopping e, das muitas a que já fui ao longo da vida, foi a primeira em que me perguntaram quais são as tendências para esta estação. Sim, porque se uma pessoa diz que gosta de moda, (parece daqueles temas universais que todos pensam ter um elevado grau de conhecimento) alguém que queira prontamente saber se tal afirmação é ou não verdade, faz uma simples pergunta deste género.  

Outro aspecto interessante, e que também nunca me tinha acontecido foi o facto de, a ficha que geralmente nos dão para preencher (para além de terem o nosso CV) incluir perguntas como, profissão do marido, número e profissão dos irmãos, e mais umas tantas que tais. Deixaram-me bastante impressionada, devo confessar.
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10 comentários

  1. Hum... E quererem saber a profissão do marido, o número e profissão dos irmãos, é relevante para contratarem uma pessoa? Eu cá acho que não, mas... Já vi um pouco de tudo em entrevistas para empregos, por isso... Acho, sim, que faz sentido colocarem questões pertinentes sobre a pessoa que está a candidatar-se, agora sobre a família, não estou a ver a importância disso para o emprego.
    Anyway, espero que tenha corrido bem e que tenhas sorte. ;)

    Beijinhos :)

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  2. É estranho que depois de uma entrevista tão focada no posto de trabalho em si te peçam depois para preencher uma ficha que exige dados do teu marido e da tua família... Aqui nos EUA é completamente proibido fazer perguntas de âmbito pessoal num processo de recrutamento! Nem sequer se és casada ou solteira.
    Enfim, são sistemas diferentes.
    Boa sorte!

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  3. tb ja fui a uma entrevista,no qual me perguntaram a profissao dos meus pais,portanto,deve ser mt natural lol

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  4. E tanta pergunta, e uma segunda entrevista para trabalhar num SHOPPING? Numa loja de roupa onde pagam uns míseros 45o€? Isto está é perdido, é o que é!

    Eu não tenho nada contra quem trabalha em lojas, é uma profissão como tantas outras, mas por favor, para dobrar roupa e trocar 2 ou 3 palavras com os clientes... Enfim...

    Nada contra ti, é só mesmo contra este país, que se aproveita da crise, para termos quase que pagar para trabalhar!!!!

    Mas boa sorte!!! Amanhã tb é um dia importante para mim :)

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  5. MissBlueEyes,

    Contradizes-te um pouco no comentário. Primeiro dizes que pagam uns míseros 450€, depois dizes que é só dobrar roupa e trocar 2 ou 3 palavras com os clientes.

    Não é o emprego com que sonhei mas tenho humildade para o aceitar.

    **

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  6. Kitty, indignada apenas pela SEGUNDA entrevista! Para dobrar roupa, para pagar 450€, epá, é preciso tanta coisa??? POrra!!! Estamos a falar de uma pessoa com boa apresentação, com estudos e valores.

    Eu sei que vou ser mal interpretada, mas Eu não me contento com tão pouco! Eu até nas limpezas já trabalhei, se fosse preciso ir trabalhar para uma fábrica com um horário das 8h às 17h, também ia. Mas Eu, por enquanto, não estou à procura de TRABALHO, estou à procura de um EMPREGO! Porque TRABALHO tenho aqui ao virar da esquina, e se também tiver que ser não sou menos por isso! Sei que sem C de Cond. é mais complicado. Pensa mais alto, olha mais além, não te contentes com um trabalho numa loja Kitty, a sério, doí-me a alma quando me lembro de ti!!! Mas claro que não deves desperdiçar a oportunidade.

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  7. P.s Não me devo ter feito entender, Duas entrevista para dobrar roupa, onde não é permitido estares na conversa com clientes, é duas ou três palavras e nada mais? E depois 450€ (quem diz 450€ tb digo 550€ porque para mim é tudo o mesmo!!!) para fds e noites e sair às tantas da manhã. Só isso!

    Mas boa sorte!

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  8. Hoje em dia o mercado de trabalho está lotado...é claro que com tanta oferta a recruta de pessoal seja mais exigente.
    Eu trabalho numa loja de roupa e adoro porque ao contrário do que toda a gente pensa o meu trabalho não é só dobrar roupa, felizmente. faço um pouco de tudo na loja o que exige bastante mental e fisicamente de mim.Imagina o esforço mental que é tentar enfiar um monte de roupa num espaço reduzido num curto espaço de tempo e fazer com que tenha bom aspecto... Eu gosto do que faço.
    Não entendo o porquê de pessoas com valores e arranjadas e com estudos não possam trabalhar numa loja de roupa :/
    O meu ordenado tb não é esse...

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  9. Me myself and I,

    Os trabalhos que fiz em loja também nunca se basearam somente em dobrar roupa. Aliás, sempre trabalhei em lojas que têm um atendimento mais personalizado.

    Pessoas com estudos podem perfeitamente trabalhar em lojas, em limpezas ou no que quer que seja, a única diferença é que se essas pessoas optaram por andar a especificar-se em determinada área, é normal que gostassem de trabalhar nessa mesma área.

    **

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  10. Claro eu isso até percebo e acredito que seja fustrante estudar tantos anos para acabar numa area que não tem nada a ver. Na hoja onde trabalho digamos que 50% são licenciados... o que acontece é que não aparecem ofertas e as que aparecem são com um salário inferior.

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