27 de junho de 2011

Imprensa negra

Tenho os meus momentos de "má língua". Alturas em que, por pura invejíce crónica mas saudável, me apetece dizer mal de tudo e de todos, sendo as mulheres e as suas piroseiras um alvo típico e preferencial. Para este género de conversas, tenho por hábito escolher pessoas que me conhecem bem e em quem confio. O tempo tem-me mostrado que não se pode dizer tudo a toda a gente, sob pena de mais tarde, sermos apontados com características com as quais não nos identificamos e que são apenas temporárias em nós. Acho que quase toda a gente deve gostar de dizer mal de alguém de vez em quando. Faz parte da natureza humana. No entanto, fazê-lo constantemente não pode ser algo muito saudável. Fazê-lo profissionalmente, muito menos. Os sentimentos que nutro por este tipo de "Jornalistas" variam entre o nojo e a pena. Apesar de não gostar nada do trabalho que tenho neste momento, nunca me sujeitaria a trabalhar numa publicação daquelas que tem como único objectivo explorar de forma pouco correcta a vida das pessoas, inventando notícias que magoam amigos e atingem familiares, apenas com o intuito de "vender" mais. Uma coisa é retratar a vida dos "famosos", fotografando-os em coisas tão estúpidas e quotidianas como uma ida às compras. Outra completamente diferente é inventarem factos porque sabem que vão atrair leitores. Este tipo de indústria não tem princípios e a invenção vai desde a simples atribuição de um namorado que não existe a uma doença grave. Talvez eu seja uma pessoa com uma mentalidade demasiado "quadrada" para os dias de hoje, ou talvez seja simplesmente alguém com alguns princípios.   
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