12 de julho de 2011

Nem sempre na vida temos que errar para aprender. Às vezes, é bem mais simples que isso e resume-se a ser paciente. Em conversas, costumo ouvir muitas histórias de pessoas, que só ao fim do terceiro ou quarto relacionamento, é que se dizem capazes de construir algo mais duradouro. Agora é que é! Depois do que aconteceu com o primeiro, o segundo e o terceiro, é que eu pude perceber os erros que cometi na relação. Agora sei como é que fazemos para a coisa durar! Não acredito em teorias dessas. Não tem a ver apenas com a minha experiência pessoal. Simplesmente acho que nem em tudo na vida é preciso andar às cabeçadas até encontrar o caminho. Uma boa dose de sorte, claro que ajuda. Mas tudo o resto é trabalho e paciência. Imaginemos que vamos começar a construir uma casa. Em primeiro lugar, devemos encontrar um terreno adequado, certo? O mesmo acontece nas relações. Se nos interessamos por uma pessoa que logo à partida vemos que não possui determinadas características, essenciais para nós, o melhor é nem dar continuidade à história. Sejamos práticos. Vamos andar a perder tempo a investir num terreno no qual não vai dar para construir nem uma cabana de palha. Também não adianta acalentar a ilusão que vamos conseguir mudar alguém. Há coisas que não mudam. Aliás, tendem a acentuar-se com o passar dos anos. E é claro que não me refiro ao facto de alguém ser desarrumado ou não saber cozinhar. Falo de princípios morais, projectos de vida, sentimentos... Tudo o resto se resume a trabalho - sim, as relações dão trabalho - e paciência nas alturas menos boas. 
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