13 de abril de 2012

Comentário ao Poliamor

Quando escrevemos um post, existem comentários com os quais nos identificamos mais que outros. Apesar de todos acrescentarem sempre algo, às vezes há aquele que nos toca verdadeiramente. Foi o que aconteceu com este. Aqui fica:

"Ui... que não saía daqui hoje para comentar aquilo que me vai na alma. Mas resumidamente cá vai.
Casei aos 20 anos depois de 3 e meio de namoro, estive casada 3 anos e meio, lá está a crise dos 7 anos (lol). No dia antes de fazer 3 anos de casados descobri que ele tinha uma amante, um caso, ou uma gaja como quem ele trocou uns beijos (como me disse). Continuamos casados, tentei, JURO que tentei ser feliz depois da mentira, não depois da traição. Mas não consegui. 
Eu sempre fui muito ciumenta, talvez fruto da idade. Tanto o massacrei com merdas que um dia tive aquilo que realmente mereci. Confrontei-o, ele negou sempre. Numa semana arranjei as provas que precisava e esfreguei-lhe na cara. Isso foi o que doeu. Traiu-me e mentiu-me.
Depois de nos divorciarmos, conheci uma figura pública, uma pessoa que tem esse estilo de vida. Que me ensinou muita coisa, e hoje sou como sou devido aos conselhos dele. Ao início fazia-me muita confusão, mas depois comecei a perceber que a vida é assim e deixei de ser ciumenta. Gosto da frontalidade dele e conseguia ter tido uma relação séria com ele/ou com o estilo de vida dele, porque ele é sincero. Somos amigos há 6 anos. Houve alturas em que fomos mais do que isso e ele tinha namorada, que aceitava a relação assim. 
Hoje agradeço-lhe os ensinamentos. Hoje estou preparada para uma "traição", continuo a não estar preparada para a mentira!
Porque para mim muito mais importante que a fidelidade, é a lealdade. Porque um dia, talvez amanhã ou daqui a 20 anos, a carne vai falar mais alto, e eu quero que o meu marido seja sempre sincero e honesto comigo, como eu sou com ele :)"
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9 comentários

  1. Eu gostava que a lealdade e a fidelidade estivessem sempre ligadas. Não sei se seria capaz de perdoar uma traição e por vezes penso que a omissão é a melhor maneira para não fazer sofrer...

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  2. Esse comentário que partilhaste deixou-me completamente sem palavras! Ao mesmo tempo, faz-me pensar! Realmente, será que alguém conseguiria viver/aceitar com uma traição, se o outro/a outra fosse sincero? Acima de tudo, está a lealdade, concordo! Fez-me pensar...

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  3. Isto do poliamor é uma coisa que me ultrapassa completamente. Não consigo entender o conceito porque acho sinceramente que não se pode amar mts pessoas ou querer manter relacionamentos "estáveis" com mts pessoas ao mesmo tempo. Pelo que entendo poliamor nada tem a ver com aventuras sexuais ou então teria outro nome. E se assim for o que me causa estranheza neste modo de estar é envolver sentimentos. Uma vez vi um programa sobre este tema e um sexólogo dizia que isto de poliamor era uma treta porque a palava amor implica uma escolha.. Escolher alguém, existir o eu, o tu e o nós. Aceitar que somos poligâmicos é diferente de aceitar o poliamor até porque sucumbir ao desejo nada tem que ver com sentimentos.
    célia

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  4. gostei da parte do "figura publica"
    upa upa dá logo outro valor a historia, not

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  5. vou dar a minha opinião. quero dizer que respeito quem pense assim e quem pense assado. somos todos diferentes. e eu vivo muito bem com o que os outros pensam.

    poliamor não existe! ninguém ama 2 pessoas ao mesmo tempo. se me demonstrarem o contrário, estou disposta a mudar de ideias. é preciso é que me convençam.

    ou seja:

    uma coisa é amor outra coisa é sexo. se analisarmos friamente as coisas, vemos que são distintos e não se confundem. mas há um que inclui o outro. o amor inclui o sexo, mas já o contrário não acontece.

    falando em Amor: até que alguém me prove o contrário, não se pode amar 2 pessoas ao mesmo tempo. ou se ama ou não se ama. ponto. pode-se sim amar alguém e sentir desejo sexual por outrem. são formas de ser. e lá está: uma coisa é amor, outra é sexo. quem ama tem que respeitar o que o outro pensa. respeitar e ser leal ao seu companheiro/a.

    se ambos forem liberais e resolverem ter uma união em que impere, para além do seu amor, o sexo com terceiros, é decisão deles. são estilos de vida. por alguma razão passou a existir a palavra swing. para os que se identificam com este estilo.

    se as formas de pensar forem diferentes, e não houver a "mente aberta", têm de se respeitar mutuamente e agirem em consonância com o respeito e a lealdade para consigo próprios e para com quem está a seu lado. se não se entenderem cada um deve tomar o seu caminho.

    quanto a minha opinião pessoal, e não critico quem pense de forma diferente, eu não tinha estômago para ver o homem que amasse a "sexualizarse" com outra mulher

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  6. Ora bem, tendo sido isto a 6 anos atrás, onde pelo menos para mim, que vivia numa cidade pequena, pensar assim era completamente impensável. E NINGUÉM que conheci até então teria sequer pensado nisso ou assumido tão abertamente uma "infidelidade", sendo uma figura pública, uma pessoa com muito mais experiências, que lida com outro tipo de pessoas com a mente (com isto não quer dizer que sejam pessoas melhores do que nós) mais aberta. Só é relevante nesse aspecto anónimo! Tb já fiz sexo com um humilde operário fabril, ou até um desempregado. Mas não foi o operário fabril que me fez ver o mundo com outros olhos. Foi o que está de baixo dos holofotes.

    Eu tb não acho que seja possível amar duas pessoas ao mesmo tempo, mas é possível amar o nosso marido e ter relações sexuais com outro. Penso eu de que, que nunca trai o meu marido até hoje, mas o dia de amanhã só a Deus pertence. Venha o Mourinho amanhã que eu logo vos digo...lol

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  7. tanta contradição
    ou faz o que eu digo não faças o que faço

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  8. Continuo sem 'perceber' esta coisa do poliamor (no sentido em que não me vejo numa situação assim, com esta abertura ou o que lhe queiram chamar) mas concordo completamente com a questão da mentira/lealdade. Ou seja, a questão da mentira doi... doi muito... abala a lealdade... não sei se mais ou menos do que a traição em si (não posso falar do que não sei), mas para mim é uma das questões principais de uma relação.

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  9. "Eu tb não acho que seja possível amar duas pessoas ao mesmo tempo, mas é possível amar o nosso marido e ter relações sexuais com outro."

    Isso na minha terra tem um nome.
    Querem meter os cornos ao namorado, marido, etc... força. Mas não tentem dar a volta com falinhas mansas, fazendo crer que está tudo bem e que na verdade é só sexo e que se forem honestas, tudo passa. Basicamente, querem arranjar motivos e desculpas para fazerem m*rda à vontade sem vos pesar na consciência, sendo que os sentimentos da outra pessoa não interessam.

    Se realmente amarem a pessoa com quem estão, nem sequer dão oportunidade a qualquer outro tipo de "relação". Se acharem o contrário, o tal nome que se usa na minha terra encaixa que nem uma luva.

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