12 de abril de 2012

O Poliamor

Outro dia acabei, por acaso, a ler um artigo que vinha numa revista que não me recordo o nome, sobre o poliamor. Mais precisamente acerca da forma de pensar de casais não monogâmicos. Confesso que quando vi as "gordas" me fez um pouco de confusão ao ponto de pensar que aquilo era tudo uma grande treta. Pensei que enquanto mulher, não suportaria dividir o meu homem com mais ninguém (e não). Por outro lado, a meio da dita reportagem, comecei a encarar aquele estilo de vida como sendo uma forma de respeitar aquele que amamos. Sim, respeitar. Porque, se sabemos que não somos monogâmicos por natureza, que mais cedo ou mais tarde, vamos sucumbir aos apelos fisiológicos e instintivos que nos caracterizam, talvez seja mais seguro assumir logo inicialmente que não vamos ser capazes de ser fiéis, de ficar apenas com aquela pessoa para o resto da vida. Ainda que se ame muito, a tentação está sempre presente, e porquê contrariar isso se é da nossa natureza? Não estou com isto a dizer que concordo com este estilo de relacionamentos. Na verdade não concordo nem discordo. Acho apenas que as pessoas devem sempre tentar encontrar a melhor maneira para serem felizes. 
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7 comentários

  1. Foi na revista Domingo do correio da manha :)

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  2. Eu também tive oportunidade de ler, e lá está vai do estilo de vida de cada um e aquilo que somos.

    Para mim, definitivamente não resultava.

    É uma questão de respeito!

    ***

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    Respostas
    1. Acho que é precisamente porque se respeitam (1º a eles próprios e depois ao outro membro do casal) e porque já tiveram experiências com traições, que escolhem viver assim. Não prometem aquilo que não podem cumprir.

      **

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  3. Eu também sou uma pessoa muito liberal no que toca a relações, mas dos outros, porque essa coisa do poliamor não é pra mim!
    Penso que quando se escolhe estar com uma pessoa, ou se está por inteiro ou não se está. Até podemos fantasiar com este ou aquele, mas axo que passar à prática revela uma enormissima falta de respeito pela pessoa com quem estamos. Acho que nós temos sempre opções e temos de as saber tomar e assumir. Eu não consigo pensar que estou deitado com uma pessoa e que ela andou enrolada com outra, assim como, se tivesse de me enrolar com alguem, não consiguiria encarar a pessoa com quem estou, pois morreria de vergonha! Chamem-me retrógrado, velho, ultrapassado. Trata-se da minha maneira de pensar! Não quero converter ninguem, nem espero que me julguem pela minha opinião. Sou rapaz, tenho 34 anos, sou homossexual e vivo maritalmente há 3 anos.
    Nuno Filipe

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  4. Comigo não resultava, mas concordo que cada pessoa deve viver como se sente feliz!

    Eu seria incapaz!

    Beijinhux

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  5. Ui... que não saia daqui hoje para comentar aquilo que me vai na alma. Mas resumidamente cá vai.

    Casei aos 20 anos depois de 3 e meio de namoro, estive casada 3 anos e meio, lá está a crise dos 7 anos lol. No dia antes de fazer 3 anos de casados descobri que ele tinha uma amante, um caso, ou uma gaja como quem ele trocou uns beijo (como me disse). Continuamos casados, tentei, JURO que tentei ser feliz depois da mentira, não depois da traição. Mas não consegui.

    Eu sempre fui muito ciumenta, talvez fruto da idade. Tanto o massacrei com merdas que um dia tive aquilo que realmente mereci. Confrontei-o, ele negou sempre. Numa semana arranjei as provas que precisava e esfreguei-lhe na cara. Isso foi o que doeu. Traiu-me e mentiu-me.

    Depois de nos divorciarmos, conheci uma figura pública, uma pessoa que tem esse estilo de vida. Que me ensinou muita coisa, e hoje sou como sou devido aos conselhos dele. Ao início fazia-me muita confusão, mas depois comecei a perceber que a vida é assim e deixei de ser ciumenta. Gosto da frontalidade dele e conseguia ter tido uma relação séria com ele/ou com o estilo de vida dele, porque ele é sincero. Somos amigos a 6 anos, alturas em que fomos mais do que isso e ele tinha namorada, que aceitava a relação assim.

    Hoje agradeço-lhe os ensinamentos. Hoje estou preparada para uma "traição", continuo a não estar preparada para a mentira!

    Porque para mim muito mais importante que a fidelidade, é a lealdade. Porque um dia, talvez amanhã ou daqui a 20 anos, a carne vai falar mais alto, e eu quero que o meu marido seja sempre sincero e honesto comigo, como eu sou com ele :)

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  6. Eu cá não conseguia dividir também..

    Sim acredito que cada um deve viver de acordo com os seus princípios..e se os dois concordam e são felizes porque não?

    Mas comigo não dava..

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