2 de outubro de 2012

Sonhos

Vamos falar de sonhos. Digo sonhos porque a crise acabou por tornar as actividades mais banais nisso mesmo, sonhos. Se até há pouco tempo atrás ir às Maldivas ou a Nova Iorque eram considerados sonhos a realizar, nos dias que correm até uma ida ao teatro se tornou um passatempo de luxo para a maioria da população. O irónico (ou talvez não) desta crise é que parece afectar aqueles que mais sonhos tinham ainda por concretizar. A ser verdade que a maior percentagem de desempregados tem menos de 30 anos, imaginem aquilo que naquelas (nestas) vidas não passam agora de puros sonhos. Um emprego, uma casa, filhos... pareciam até ontem dados quase adquiridos. Hoje há todo um mundo novo de desafios e frustrações com os quais não estávamos habituados a lidar e para os quais ninguém nos preparou. Como vamos reagir a isto? Não sei... 
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6 comentários

  1. Ainda ontem em conversa com os pais do meu namorado, falavamos um pouco sobre isso! Há quase 30 anos atrás eles conseguiram casar bem mais cedo que nós tendo conseguido juntar uma boa quantia que permitiu mobilarem a casa toda no inicio de vida! Agora isso é impossivel.. Não sei se vou conseguir chegar aos 30 com estabilidade para tal... É triste estes sonhos não serem possiveis, mais triste é pensar que (sem discriminar claro) temos mais estudos, que nos deveriam dar uma segurança maior, e parece que é exactamente o contrário!

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  2. Realmente hoje, há mais sonhos do que coisas reais que queiramos mesmo fazer!
    Mas não pode ser por isso que vamos perder os sonhos! Sonhos são sempre sonhos, não é uma coisa que se compre ou que nos possam tirar! :)

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  3. Eu sinto uma revolta! raio de idade para ser apanhada pela crise... não podia ser daqui a 10 anos! sinto-me de mãos e pés atados !


    * beijocas

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  4. Ao menos sonhar nao custa... mas e uma infelicidade serem'nos retiradas tantas possibilidades que agora nao passam de possibilidade muito remotas e distantes.
    mas ha que continuar a sonhar e a lutar pelos nossos sonhos

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  5. Fiz 26 anos há pouco, tenho um emprego com salário miserável para aquilo que me formei.. quero casar, ter o meu espaço.. mas tudo parece cada bez mais longinquo e a saida da casa dos pais vai pelo mesmo caminho...

    http://dressesandvoyages.blogspot.pt/

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  6. Não concordo com tudo o que diz. Acho que que não é muito politicamento correcto falarem do imenso número de desempregados que têm mais de 40 anos. É que neste país ter 40 ou 42 ou 44 anos e daí por diante é-se velho mas ainda novo para a reforma. Tenho um caso em casa, meu marido c/42 anos e um bom curriculo na área dele (artes gráficas) nem uma proposta para entrevista recebe. Está inscrito em todo lado, Jumbo, Worten, Ikea, empresas segurança etc etc. e, nada. E como ele há milhares, mas disto não se fala pois para estes não é preciso esperança, só desanimar, definhar... e morrer de fome em muitos casos. E acredite que isto não é exagero. Com estas minhas palavras não estou a desconsiderar o problema dos jovens que é muito grave, mas podem sempre ter a esperança do tempo, não é? Quanto aos outros ... o tempo é o inimigo.
    Angela

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