1 de fevereiro de 2013

Sobre o caso Adelaide Ferreira

Fiquei chocada com tantas coisas neste suposto "caso" que não podia deixar de falar sobre ele. Em primeiro lugar, por total ignorância da minha parte, não fazia ideia que o aborto no Brasil ainda é crime. Um país que se mostra tão liberal para umas coisas, é tão retrógrado quanto a um assunto tão importante como este. Claro que, se o aborto é punível por lei, as mulheres não vão deixar de o fazer, vão é passar a praticá-lo em condições degradantes, e isso, não resolve o problema. 

Posto isto, eu, que não sou mãe, e por isso corro o risco de todas as pragas maternas um dia se voltarem contra mim, pergunto-me mil vezes: Mas qual é a mãe que deixa uma filha de 15 anos a viver do outro lado do oceano e com gente desconhecida? Se debaixo do olhar atento dos pais, os adolescentes já tendem a tomar decisões erradas, imagino a milhares de quilómetros de distância. A miúda tomou uma data de pílulas abortivas que, ao que consta, comprou na Internet  Deu entrada num hospital brasileiro com imensas complicações e ficou retida pela justiça numa instituição. Entretanto a mãe teve que lá ir e lá conseguiu que a filha fosse libertada e voltasse para Portugal. Tal não invalida que ela não venha a sofrer as consequências dos seus actos. 

O nosso querido bastonário (da ordem dos advogados) veio dizer que a Adelaide está injustamente acusada de cumplicidade (auxílio ao aborto) da filha neste caso. Diz também que a mãe e a família do namorado da jovem não podem ser culpabilizados pelo caso. Eu, mais uma vez pergunto: Então senhor bastonário, quem é que deve ser responsabilizado pelos actos de uma menor? O Papa? De quem é a culpa de a miúda andar do outro lado do atlântico a fazer maluquices? 

Acho piada que muitas vezes quando se trata de famílias mais carenciadas, a protecção de jovens em risco vem imediatamente actuar para proteger os menores, por vezes retirando a guarda aos pais. Como neste caso falamos de uma figura pública, se calhar já não é visto como negligência parental. Enfim.
SHARE:

11 comentários

  1. nem sei dizer sobre o caso, já tinha ouvido na rádio mas... enfim... de facto uma rapariga de 15 anos, ainda não têm a "cabeça" necessária para estar a viver assim no outro lado do oceano..

    ResponderEliminar
  2. Logo á partida está tudo errado,vejamos:Setembro começam as aulas em Portugal,15 anos devia estar na Escola,para ir para o Brasil como é menor alguém deve ter dado autorização! Então a responsaabilidade é de quem??????

    ResponderEliminar
  3. Também vi os comentários do Bastonário...achei ridiculos. Sou o que sou hoje porque a minha mãe (também tenho pais separados,como a filha da Adelaide) não me deixava fazer tudo o que queria...neste caso acho que foi liberdade a mais. Vejamos:

    1) a rapariga tinha 15 e o namorado 21 anos. Nada de mal...
    2) o rapaz vivia lá em casa com a Adelaide e com as suas filhas menores. Não trabalha,não estuda,não faz nada...
    3)essa miuda não estuda e claro,como é menor também não trabalha;
    4) como não estuda nem trabalha,vão de férias de 1 mês no Brasil ...sim senhor
    5) como é que ela vai para o Brasil sem a autorização do pai? É menor,o pai nem sabia que ela estava no Brasil...
    6) o pai da Luana só sabia que ia ser pai quando Adelaide Ferreira estava grávida de 6 meses
    7) o que me custa nisto tudo é que há a irmã de Luana que,com este exemplo,irá pelo mesmo caminho

    o que se passa aqui é,sem dúvida, o reflexo de uma família desunida,desordenada. Os filhos são o espelho dos pais !! A avó da Luana disse que a filha Adelaide era muito pior com esta idade...
    História triste...

    ResponderEliminar
  4. Pois, eu tb vi e ouvi o bastonário falar e só me deu vontade de rir tanta estupidez! juntamente com os apresentadores, cristina ferreira e manuela luis goucha q me parecem sempre tão sensatos e que desta vez se demonstraram presos de opinião por ser uma figura publica! O bastonário chegou mesmo a dizer q estes pais mereciam um aplauso!! RIDICULO!

    Então é assim, este caso está desde o inicio todo errado! Começando por deixar a filha ir pro brasil de férias em Setembro pelo bom rendimento escolar..qdo as aulas começam em setembro, e visto este caso ter acontecido em Janeiro, logo ta la a 6 meses! não entendo!!
    Depois se o rapaz é brasileiro, e a mãe dele médica no brasil, já deviam saber como são tratados estes casos por lá!!! Se a miuda é portuguesa, porque não tratou de voltar e abortar onde a situação é LEGAL!!!!
    Este é daqueles casos que axo que as pessoas só se metem em confusões porque querem, porque se põe a jeito!

    ResponderEliminar
  5. Raquel, penso que resumiste tudo no último parágrafo! A questão passa muito por se tratar de uma figura conhecida e, infelizmente, a sua exposição pública permite que muitas vezes se passe impune.

    ResponderEliminar
  6. Concordo completamente, pois não consigo entender qual e a mãe que permite à filha ir para o brasil sozinha enfim é surreal

    ResponderEliminar
  7. Sinceramente, acho que estão todos a acusar à toa. Quem é mãe, sabe o quão difícil é,acertar em todos os actos com os filhos.

    Não creio que um pai deva ser responsabilizado pelos actos de um filho adolescente. Sim, ela permitiu que ela estivesse de férias no Brasil com 15 anos, mas quantos casos de adolescentes que viajam o tempo todo eu conheço, e que não engravidam, nem abortam. A mãe é que pediu que a criança abortasse? Não creio, teria ido buscá-la para fazer cá.

    É um claro caso de uma adolescente que fez asneira e tentou tapar o sol com a peneira, antes que os pais apercebessem do que se estava a passar. Quantas de nós o fizemos também com essa idade?! Os pais tiveram culpa das nossas borradas? Não. Eles fizeram o melhor que puderam, ou não, mas com 15 anos já nós sabemos muito bem o que fazemos. Eu sabia, mesmo quando eram asneiras.E nunca seria capaz de responsabilizar os meus pais por eles.

    Eu conheci o meu ex-marido aos 14 e comecei a namorar com ele pouco depois. Este era 10 anos mais velho. As coisas 12 anos depois não correram bem, podiam não ter corrido bem desde daquela altura, a minha mãe teria culpa?

    Claro que não! Eu com 15 anos tomei a decisão de iniciar tudo, de ficar, de esconder, de mais tarde assumir. Correu bem por uns tempos, correu mal depois. Mas fui eu que tomei as decisões. Não a minha mãe.

    Não engravidei, mas quis várias vezes fazê-lo do fundo do coração, mas tomei outras decisões sempre. (algo que apenas consegui fazê-lo agora com 36 anos a caminho dos 37 e com o segundo marido).

    Terão os pais dos putos que cometem crimes, culpa dos mesmos?

    A quantidade de raparigas que engravidam com 15 anos e na casa dos pais? É culpa dos pais? E as que escondem, e abortam e fazem 30 por uma linha e os pais acham que eles são os mais puros e sinceros do Mundo? Quem nunca conheceu um caso desses?

    Serão todos os pais de adolescentes que abortaram em POrtugal à escondida dos pais, cúmplices de um crime?

    Não creio! Até tenho quase a certeza de que conhecem casos desses e que até disseram algo do género:

    "Coitada da mãe! Fazem de tudo para dar o melhor que podem aos filhos e é assim que eles pagam!"

    Mas como este caso envolve dinheiro, viagens, e uma mãe conhecida, com um passado duvidoso e tudo mais, a culpa é da mãe... dessas artistas impuras incapazes de ser mães e que têm por que têm de ser penalizadas pelos erros que os filhos cometem. Todos apontam o dedo e Ai de quem os defenda, são também eles hipócritas.

    Não conheço as condições do que está por trás das ditas férias de 6 meses no Brasil, não sei porque é que a miúda não estava na escola em Fevereiro, mas o que eu sei, é que uma miúda de 15 anos não é uma criança e que os seus actos, bons ou maus, não se devem reflectir tão claramente e tão punitivamente nos actos dos pais.

    Mas é a minha opinião.

    ResponderEliminar
  8. Tantas opiniões e tão pouco conhecimento dos factos!
    Que essas palavras um dia não vos caiam em cima, quando são tão lestos a julgar uma realidade que desconhecem!
    Por vezes, o que nos parece horrível, foi a única saída possível para evitar algo ainda pior.
    As vossas perguntas só terão mesmo uma resposta possível?
    Todos são atrasados mentais e fazem tudo errado, menos que está de fora a julgar as acções desses outros...
    Nem tudo o que parece é. E ainda não ter aprendido que as notícias apresentam os factos de forma a vender papel/tempo de antena, parece-me sinal de fraco entendimento da realidade...
    Mas nem tudo o que parece, é...

    ResponderEliminar
  9. acho que resumiste tudo
    acho que aqui o mais importante nem é o aborto, nem ter engravidado como elas há tantas... mas lá esta geralmente de classes sociais mais baixas.
    a mim faz confusão a miúda sendo menor ir para fora, faltar as aulas (porque se já lá estava desde Julho) e ninguém ter dado conta que a miúda não estava cá? se calhar estava num intercâmbio cultural :)

    ResponderEliminar
  10. Eu também não sou mãe e tal como tu corro o risco de estar a cuspir para o ar ou de levar com todas as críticas do mundo em cima, mas opino tb. Concordo em absoluto contigo no que a este caso diz respeito e ainda te adianto mais uns factos dos quais, se calhar, tb tens conhecimnto pq viste nas revistas como eu. Qual é a mãe que no seu perfeito juízo deixa a filha de 15 anos viver com o namorado de 21 ainda que na sua própria casa? é que isto é caso de pedofilia: ela menor e ele maior. Qual é a mãe que deixa a filha menor ir de férias com o namorado para o Brasil durante um mês? E mais que passados três meses ainda não foi saber nada dela e nem visitá-la? E não se tem falado muito no assunto, porque a questão do aborto tem sido a principal, mas a menina estava ilegal no Brasil, porque o visto de turista é de um ês apenas... ahhhh pois é....

    ResponderEliminar

Opinem!

© Perturbações. All rights reserved.
BLOGGER TEMPLATE BY pipdig