18 de abril de 2013

Doar ou não doar, eis a questão

Quem já se inscreveu como doador de medula óssea, deve saber que existem alguns casos, em que as pessoas, por muito boa vontade que tenham, não o podem fazer. Sejam (ex) doentes oncológicos, pessoas com doenças crónicas ou que já tenham sofrido transfusões de sangue. Existem mais algumas restrições, não as sei todas de cor. Mas ainda assim, não são muitas. Quando o meu marido se foi inscrever como doador, apesar de ser uma pessoa super saudável e raramente ficar doente, a "candidatura" foi anulada. E agora vocês perguntam, mas então porquê? É simples, as agulhas fazem-lhe alguma impressão, e quando fez a recolha de sangue ficou com tonturas, o que por sua vez levou a "chefe" de serviço a ANULAR a inscrição como dador. 

Na altura eu estava presente e ainda tentei argumentar que não fazia sentido algum, porque ele não tem qualquer problema de saúde, e uma situação pontual de pouca ou nenhuma gravidade não pode ser motivo para uma atitude tão drástica. Ela respondeu-me que "se por acaso ele foi chamado para doar, o procedimento não é muito simples e é preciso tirar muito sangue e têm que olhar pela saúde dele e não o podem sujeitar a isso" - palavras da médica em questão. E pronto, não sou médica e portanto não posso criticar muito mais esta atitude, mas que não me pareceu muito normal, isso não. 
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13 comentários

  1. Por acaso acho que a médica fez bem. Zelou pela saúde mental do teu homem. Acho que são precisos fazer depois muitos exames quando se é compatível e isso deve meter 1001 agulhas.

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  2. Não fazia ideia que isso era factor eliminatório, será que não vale a pena dedicar mais ao acompanhamento da pessoa ou colocar uma anotação na sua análise de medula, para ter acompanhamento especial do que anular? Também não sou médica nem percebo. Eu por exemplo bem gostaria de poder doar mas como sofro de anemia crónica não o posso fazer, mas se me deixassem lá estava eu. Bjs

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  3. Lúcia,

    Quando penso que uma vida pode depender disso, custa-me a aceitar...

    Bjs

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  4. Faz-me um bocado confusão como anularam isso.

    Eu tenho pavor e pânico às agulhas e quando me fizeram levaram mais de 10 minutos para me acalmarem, senti-me mal porque só de ver a agulha entrava em transe xD..

    A verdade é que lá conseguiram "recuperar-me" e encorajar, fiquei um pouco mal disposta mas lá passou.

    Passado uns 2 meses nem tanto talvez recebi o meu cartão do CEDACE e como tinha sido aceite na base de dados.

    Muito estranho realmente.

    Beijinho

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  5. Quando me fui inscrever, a médica (ou enfermeira, não sei) que me viu perguntou se eu não tinha pânico de cirurgias. É uma pergunta uma pouco estranha. O que é que uma pessoa vai responder... não, certo?
    Mas se pensarmos no assunto, se fizermos a exclusão de todos os que não podem doar pelos vários motivos, não sobra assim tanta gente.

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  6. Chicca Maria,

    A sério que te perguntaram isso?

    Estavam à espera que respondesses "Gosto muito, sempre que tenho tempos livres meto-me num bloco operatório".

    Enfim...

    **

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  7. A primeira vez que fui doar sangue foi com uma amiga que tinha um certo medo de agulhas. A enfermeira chegou a perguntar o que é que ela estava a fazer ali.

    Ela podia ter medo de agulhas, mas queria doar sangue e foi o que fez.
    Tá certo que os médicos e enfermeiros têm de zelar pela bem estar de todos, mas se uma pessoa está ali disposta a ser "picada" custe o que custe, não deviam vir com esses comentários. Quanto muito tentavam distraí-la.

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  8. Como o procedimento é realmente complicado, eles saberão melhor os motivos para anularem... mas é difícil aceitar, tendo em conta que realmente podia salvar uma vida.
    Eu inscrevi-me e disseram-me se houvesse algum factor anulatório (nomeadamente alguma doença) me contactariam, mas nem isso, nem cartão, acabei por não receber nada, é estranho :(

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  9. O meu irmão já se foi inscrever como dador de medula à uns meses e uma das coisas que lhe perguntaram foi se já tinha sofrido algum traumatismo craniano. Se sim, têm que ter passado pelo menos 10 anos.

    Quanto a essa situação, deve depender dos médicos. O meu irmão fica extremamente agoniado nesses ambientes de agulhas e sangue (normalmente perde sempre os sentidos durante um bocado quando vai fazer análises), mas ninguém lhe meteu problema.

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  10. Realmente....não sei o que diga acerca disso. Eu estou inscrita no banco de dadores de medula, eles até me enviam postais de natal...e digo te k ficava muito feliz se conseguisse ajudar alguém :)

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  11. Se é como diz a all about lady things, 4 a 6h, já compreendo. Eu quando fui dar sangue conseguia sentir a agulha dentro do braço se o movimentasse um bocadinho que fosse e acabei por tentar manter o braço na posição que não incomodava mas tudo aquilo fez-me entrar um bocadinho em pânico... E eu nunca tive problemas em que me tirassem sangue nem em tirar a outras pessoas mas aquela agulha é maior que a das seringas normais e se começarmos a pensar nisso é estanho, por isso se ele já naturalmente se sente indisposto, faz sentido.
    Eu também fui uma vez rejeitada como dadora de sangue por trabalhar num laboratório, mas por isso mesmo achei super estranho pois eu mesma já fiz as análises a dadores e sei que elas conseguem despistar tudo, até em gente de potencial risco basta avisar o laboratório e a amostra será guardada mais tempo e testada novamente. Mas acho que por uma questão de custos mais vele porem de lado...

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  12. Vou falar de experiência própria e vou tentar esclarecer as dúvidas todas que já vi por aqui.

    1º - Ninguém vai receber cartão nenhum ou postal a dizer que está inscrito no registo de dadores de medula óssea porque pura e simplesmente é um desperdício de papel. Se houver algum problema a pessoa é avisada, se não houver e não receber nada, parabéns, estão registados como dadores de medula óssea. Não façam um drama por não receberem um papel. As pessoas que trabalham no CEDACE são profissionais credenciados que não estão a brincar;
    2º - De facto é estranho que a doação tenha sido rejeitada, no então reforço o facto de estar a ser colhido sangue para eventualmente se doar medula a alguém com essa necessidade e há que pôr em causa todos os factores que, eventualmente, possam colocar em cheque o sucesso da doação. Infelizmente, conheço quem não tenha recebido a primeira doação de medula óssea porque o dador mudou de ideia à última da hora. E não, não era porque tinha tonturas.

    Por outro lado, e isto sim é o importante, as tonturas podiam estar associadas a um valor de tensão arterial baixo, por exemplo o que faz com que essa pessoa não esteja apta para que lhe seja colhido sangue em grande quantidade. Acredito que a doação tenha sido anulada apenas naquele momento e não eternamente. De qualquer forma, a doação efectiva de medula é um procedimento que envolve, entre outras coisas, colheita de sangue periférico ou directamente da medula o que, caso as tensão não estejam devidamente controladas (dado que não se pode dar certo tipo de medicação podendo ela invalidar uma pessoa como potencial dador) a doação fica posta em causa.

    Não sei se fui clara ou não. Mas qualquer dúvida disponham.

    ***

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