4 de abril de 2013

O "It Boy" Miguel Gonçalves

Não se fala de outra coisa. Desde que o "criativo" Miguel Gonçalves foi convidado, pelo agora ex-Ministro Miguel Relvas, para ser o embaixador de um programa do governo de combate ao desemprego, que toda a gente parece ter uma opinião sobre o caso. Tal como manifestei há dias no facebook, a minha paixão pelo jovem empreendedor foi bastante fugaz. A princípio achei extremamente motivante e bastante comunicador. Com o passar do tempo, não muito tempo, comecei a achar que todas aquelas ideias que apregoa parecem um pouco utópicas e vazias. Hoje em dia, comparo-o a um daqueles pastores (não sei se é assim que são designados) das mais diversas religiões. Ou seja, falam bem, faz-nos muito bem ouvi-los e, por instantes, acreditamos num "mundo melhor". O problema reside precisamente nesse pequeno facto. É que estratégias motivacionais como as que o MG usa, só funcionam durante um curto período de tempo no nosso cérebro, e depois, volta tudo ao "antigamente". 

Outra coisa que actualmente me faz muita confusão, é o excesso de protagonismo que se dá hoje em dia ao tal do empreendedorismo. De repente, parece que a solução para todos os nossos problemas, reside na criação de negócios. Não percebo muito do assunto, mas acho que não basta termos uma boa ideia e algum espírito empreendedor para termos algum sucesso. Há muitas outras facetas envolvidas, como é o caso da falta de capital, de disponibilidade, ou mesmo de visibilidade. O próprio MG é um óptimo exemplo disso mesmo. Não sei qual era o seu volume de negócios antes da aparição no programa "Prós e Contras" mas acredito que muito do seu sucesso é, nada mais, que um produto da sua mediatização. Pegamos em alguém inteligente, bom orador e com algumas ideias, injectamos umas quantas aparições nos media, e podemos começar a colher os adventos económicos daí resultantes. Claro que é preciso ser-se inteligente para chegar lá, não estou a dizer o contrário, mas hoje em dia, o que mais vende é o "produto" MG naquilo que significa, do que propriamente as ideias que apregoa. 
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3 comentários

  1. É muito "bla bla bla whiskas saquetas".

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  2. Basicamente, este artigo é baseado em, chamemos-lhes, não verdades. Muitos negocios começam precisamente de uma boa ideia, vontade, muito trabalho e alguns recursos. Os recursos fisicos em muitos negocios não precisam de ser muitos, p.ex, o software. Para este caso, o principal é quase sempre a vontade. Poderia enumerar dezenas de casos de empresas que conheço que começaram assim.
    Entre outras asneiras que são aqui ditas...

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  3. "Pegamos em alguém inteligente..."

    Ele não é inteligente. Não é a aparecer na TV e ter mediatismo que um palerma fica inteligente. Pergunte à escória dos reality shows ds tvi. Se bem que Tenho mais respeito por uma tonta pobre que faz sexo oral em frente em direto do que um vendedor de banha da cobra que devia era vender pipocas num mall (este asno gosta de anglicismos).

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