4 de abril de 2013

Os donativos para a UNICEF

Acabaram de bater à minha porta. Eram dois jovens, vestidos com os coletes da UNICEF e devidamente identificados. Foram muito simpáticos, explicaram logo que não vinham pedir dinheiro (estranhei) e começaram com um discurso altamente encomendado e muito bem estudado acerca de quanto custa vacinar uma criança. O que pediam, afinal? Os dados bancários e uma autorização de débito directo. 

Já fui pesquisar e a campanha é esta. Eu percebo que a UNICEF precise saber com quem/quanto pode contar todos os meses. Ainda assim não me parece nada boa, a prática de pedir uma autorização de débito à porta das pessoas. Autorizações bancárias são um assunto muito sério e as pessoas precisam estar conscientes da decisão que estão a tomar. Não posso ir ali num instantinho assinar um pedido de transferência bancária, enquanto tenho o refogado ao lume ou dou banho à criança. Estão a perceber onde quero chegar? Por muito nobre que seja a causa, os meios, não são os mais adequados.
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4 comentários

  1. Sim, também penso que não é a melhor abordagem, nem o método mais adequado.

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  2. Quando terminei de ler o primeiro parágrafo pensei precisamente que é uma estratégia desadequada,principalmente para uma organização como a UNICEF...

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  3. Nunca concordei muito com as estratégias da UNICEF.
    Lembro-me de quando, à uns anos, recebiamos os papelinhos deles na casa dos meus pais, em que nos valores para assinalar o que se queria doar aparecia a módica quantia mínima de 30€.
    Uma pessoa mesmo que tivesse vontade de doar, perdia um pouco ao ver aquilo. Já para não falar que existem pessoas que até podem contribuir mensalmente com 5€ ou 10€ e assim acabam por não contribuir.
    Esse meio agora de pedir o débito directo porta-à-porta, é pior ainda.

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