29 de dezembro de 2014

Tudo muda.


Quando era mais jovem, por volta dos meus vintes e poucos tinha imensas certezas na vida. Típico da idade. Uma delas, era que as pessoas, no geral, não mudam. Nascem, são educadas de determinada forma, e, a partir da idade adulta já pouco ou nada muda na sua forma de estar e ver o mundo. Claro que a vida está cá para nos provar o contrário. 


Hoje acredito que há uma personalidade que nos caracteriza, de facto, mas que vai sendo fortemente influenciada pelas vivências pelas quais vamos passando. Alguns acontecimentos são de tal forma intensos que penso serem capazes de quase nos fazer nascer novamente para a vida. Estarei a exagerar? Talvez. Mas é a forma como eu sinto as coisas. 

Posto isto, posso dizer que o meu Natal foi uma porcaria. Não pelas pessoas maravilhosas que me rodeavam, não por estar doente ou me faltar alguma coisa à mesa, mas antes pela quantidade avassaladora de sentimentos e emoções que agora me invadem em épocas como esta. Todos os acontecimentos  que vivi no último ano e meio voltam em velocidade furiosa e sem piedade. O resultado não é bonito. Uma dor, um buraco sem fim que só ameniza muitas lágrimas depois. 

De forma contrária, o ano novo é algo que me anima. Qualquer ideia de me distanciar daquelas datas é positiva. Novos planos, novos objectivos e ideias são sempre bem vindos! E acredito mesmo que vai ser um ano de grandes realizações e de felicidade para os meus. Se não pensasse assim, talvez já não estivesse aqui. Verdade.

Alguns de vocês devem estar a estranhar o texto, por isso faço uma breve explicação. Vivemos cada vez mais numa era de "farsas". As pessoas colocam constantemente fotos muito lindas e bem elaboradas nas redes sociais, que passam a ideia de terem uma vida mais ou menos perfeita. Vivemos de aparências? Não. Às vezes as coisas também correm mal, também são aborrecidas e tristes. E não, não há mal nenhum em partilhar esses momentos também. Não tenho a pretensão de achar que o mundo vai todo ficar deprimido com os meus problemas. Portanto declaro-me a favor da verdade. Porque, tal como nós, a vida não pode andar sempre carregada de maquilhagem. 
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7 comentários

  1. Também acredito que existem acotecimentos que podem mudar as nossas vidas e claro que nem tudo são rosas e escrever faz bem a alma, não temos de escrever só cosias bonitas. podemos passar também o que nos vai na alma! Que este novo ano seja feliz coo assim o sentes! :)

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  2. Não há vidas perfeitas, todos nós temos os nossos problemas. E eu mal posso esperar por 2015! Que traga o dobro das alegrias e metade das tristezas.

    Bjokas*

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  3. Não podia estar mais de acordo. Quando tinha 18/ 20 anos achava que sabia tudo e que o rumo da minha vida estava já definido. Hoje tenho 39, vivi situações de desemprego prolongado, vivi uma situação de doença que poderia ter sido bastante grave, vi-me e desejei-me para pagar as minhas contas, nunca tive filhos, vi o meu pai acamado e totalmente dependente de outros durante 4 anos; vi-o perder o discernimento, a capacidade de raciocínio e definhar numa cama. Mudei. Mudei muito. Mudei para melhor. Aprendi a valorizar o que realmente tem valor. E dou graças a Deus por me ter permitido viver tudo isso e ter mudado tanto. Afinal, cheguei à conclusão que era uma snob de primeira. :p

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  4. Sei perfeitamente o que sentes porque também o sinto: por muito que tenha e que esteja bem, há um vazio dentro de mim que nada consegue preencher. Às vezes sinto-me uma ingrata, mas não consigo evitar nem controlar o que sinto. É o que é. Esta altura do ano para mim é fatal, Natal ou Ano Novo, é tudo a mesma merda. Se pudesse hibernar e só acordar em Maio, era uma categoria. Mas lá temos de viver na mesma, pois independentemente de nos sentirmos um farrapo por mim, o mundo não pára nem espera por nós!

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  5. O que tu sentes já é comprovado pela psicologia. As pessoas mudam, há uma essência que se vai mantendo, mas vamos mudando muito a nossa personalidade.

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