14 de janeiro de 2015

Cowspiracy


No outro dia vi este documentário com o senhor meu esposo. Já tinha ouvido falar do que se tratava, e por isso mesmo, confesso que não estava assim com muita vontade de ver. Sabem aquele sentimento de "ah, deixem-me estar na ignorância que sou tão mais feliz!"? Pois, era isso. O filme confronta-nos com a realidade (algumas coisas talvez sejam um bocadinho exageradas) sem piedade nenhuma. Sou um bocadinho maricas e algumas partes nem consegui ver. Aquilo deixa-nos a pensar. Tanto no ponto de vista ecológico e de sustentabilidade, como na nossa própria saúde, já para não falar no bem estar dos animais. Não é um contrasenso que eu, gostando e respeitando tanto os animais, depois... os coma??! Fiquei a sentir-me a pior pessoa do mundo. Sim, nestas coisas sou bastante influenciável. 


Por outro lado, sempre fui bastante esquisita no que toca à alimentação. Nunca gostei de grandes invenções ou mudanças. Estou mesmo muito habituada a consumir de tudo e sei que fazer alterações é daquelas coisas que me vai custar. Também não consigo ficar indiferente a tudo isto. Não se trata só deste documentário, mas já têm surgido vários estudos que, por exemplo, afirmam que não necessitamos de leite ou derivados de origem animal. Dizem inclusive que essa é uma das causas para determinados tipo de cancro. Numa outra abordagem, também já li que os leites de origem vegetal contêm muitos químicos nocivos e que, por essa razão, também não são melhores.

Não sou e não quero ser radical. Mas é mais do que óbvio que a alimentação (ou a roda os alimentos) como a conhecemos está-se a tornar ultrapassada. Isto implica uma mudança de mentalidades e, consequentemente, de comportamentos. Não sei muito bem por onde começar. Nem toda a informação que encontramos na Internet é de confiança. No entanto, há que mudar! Vou começar por consumir mais vegetais em detrimento da carne e do peixe. Vamos ver como corre...
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7 comentários

  1. Isso é nos Estados Unidos, por cá há muitos mais cuidados com os animais. E olha que em termos de sustentabilidade ser vegetariano não é muito melhor, o terreno necessário para fazeres crescer vegetais que contenham apenas o mesmo que ingeres na carne é muito maior o que leva à desflorestação para criar mais campos de cultivo. E haverá muito mais extermínio de animais que tentarão alimentar-se desses campos, acabando por sermos cruéis na mesma. E as fábricas para processar as plantas em produtos com a proteína da carne poluem mais do que os animais. Há uma série de argumentos contra o vegetarianismo elaborados por cientistas mas como não é nenhum famoso a fazer o documentário ninguém quer saber. A única coisa a fazer é garantir as melhores condições possíveis aos animais durante a sua vida pois o abate nunca é cruel porque o se o animal sentir medo a carne fica dura e inviável para venda o que seria um desperdício e por isso é feito de modo completamente indolor.

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  2. Bem eu, não sendo vegetariana, não como carne, não bebo leite e só como peixe muitoooo de vez em quando. Gostaria de conseguir mais do que isto, mas é a minha forma de contribuir e de mostrar o meu respeito e amor pelos animais - sim, poderia fazer muito mais, mas acredito que mais vale um passo de cada vez do que não fazer nada.
    Não sendo eu cientista, que não sou e fazendo apenas uma referência ao comentário do anónimo em cima, por cada estudo que diz uma coisa, há outro a afirmar o contrário. Às tantas torna-se impossivel saber que tem mais razão, quem diz a verdade. A minha verdade é esta: nós, humanos, é que provocamos todas as crises em que vivemos, sejam ecológicas, sejam de valores, sejam outras. Os vegetarianos não comem só vegetais (acredite que eu não como mais vegetais do que quando comia carne, a medida é sensivelmente a mesma) e substituem a carne por outros produtos como tofu, soja, seitan e afins e não me parece que haja mais extermínio de animais porque na verdade a criação desmedida de animais para consumo humano diminuiria. Por fim - o abate não ser cruel - se o animal não está doente, não está a sofrer, para quem os ama, é e será sempre cruel.

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  3. Vi esse documentário à uns tempos e fiquei igualmente sensibilizada apesar de já saber grande parte do que falaram excepto a magnitude a que as coisas estavam.
    Estou actualmente a tirar o mestrado em Biologia da Conservação e acredita que o assunto que mais falamos em aulas que também apareceu neste documentário é mesmo a questão das vacas.
    Elas são um verdadeiro problema mundial e não podemos pensar que a culpa é só dos EUA e que nós estamos bem e não precisamos de nos preocupar com nada, pois o planeta é um só e não dividido em paises.
    Não vou dizer que mudei a minha alimentação radicalmente, mas tento ao máximo consumir o mínimo possível de carne de vaca e tentar consumir o maior nº de vegetais possiveis para não exagerar no consumo de carne e peixe.

    Acho que se todos nós tivessemos uma alimentação equilibrada e sem exageros, ninguem necessitaria de alimentações radicais e tudo estaria em perfeita harmonia (dentro das possibilidades tendo em conta o nº de seres humanos que existe actualmente e que continua a aumentar de dia para dia).

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  4. Bé, não discordo de si, nós somos os principais culpados. Mas talvez não me tenha expressado bem, o que eu queria dizer era isso mesmo, para produzir uma pequena "barra" de tofu é necessário o processamento de uma grande área de campo. E o abate de aves selvagens que se alimentariam dos campos, por exemplo, desequilibra ecossistemas essenciais em comparação com gado doméstico. Isso dos cientistas já todos sabemos que há sempre uns e outros mas sendo da área temos que os saber distinguir. E também digo isto porque durante a minha formação frequentei uma das maiores universidades na área de produção para alimentação e confio nos estudos deles. Mas quem me dera a mim que arranjassem um comprimido milagroso que evitasse o sacrifício de animais pois sinto imenso por eles todos, até por me morrerem plantas fico triste.

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  5. Sigo o teu blog há pouco tempo, e começo por dizer que estou a gostar bastante.
    O documentário que referes é polémico, ainda não o consegui ver, nem faço questão, porque sei que tal como tu, sou demasiado sensível para estas coisas.
    Há já algum tempo que ando a reduzir quase na totalidade a carne da minha alimentação. Uns dias é fácil, nos outros é bem mais difícil, quando te deparas em frente a um suculento H3, ou no Natal com o borrego tão bem temperado pela avó... Mas acho que sinceramente vou conseguir.
    As condições em que os animais estão a viver e a forma como são "produzidos" (sim, a meu ver são considerados produtos e não seres vivos), é impressionante. Temos o direito de admitir que eles passem por estas condições somente para termos prazer à mesa?? Não. Não somos ninguém para isso.

    http://mundodamafy.blogspot.pt/

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  6. Dizer que o abate é indolor só demonstra que nunca viu um abate. Eu já vi muitos, e garanto-lhe que não é isento de dor.
    Eu tive muitas dificuldades em mudar radicalmente de alimentação, o que fiz para tentar estar bem com a minha consciência foi não comer carne em casa, fazê-lo apenas em situações excepcionais, como jantar em casa de amigos e caso compre carne, tenho atenção em comprar produtos vindos de extensivo, porque a intensidade de produção é menor e os animais vivem com outras condições. Obviamente que estes produtos são mais caros, mas como o faço com pouca frequencia, não faz tanta diferença.
    Não sou muito apreciadora de tofus e seitans, não os consigo confecionar de forma a ficarem saborosos, mas não acho que isso seja um problema. Existem milhões de alimentos diferentes para satisfazerem as nossas necessidades nutricionais, só temos que deixar de olhar para as refeições como sinonimo de bife.
    Também não acho que o problema seja apenas com bovinos, todos os resíduos de explorações são poluentes, principalmente as suiniculturas.
    Lembrem-se que para satisfazermos as nossas necessidades apenas precisamos de comer carne 1 vez por semana!

    Ah, outra coisa, quando dizem que a produção de vegetais para consumo humano também causa desflorestação, bem... nunca viram o rúmen de uma vaca! Elas comem pelo menos mais 10 vezes que nós!

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  7. Se fossemos a analisar tudo não comíamos nada, a verdade é essa. Por isso, olha, mais vale comer um bocadinho de tudo. Extremismos é que não!

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